Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando esta sagrada Eucaristia em ação de graças por estes sete meses que estive a frente da Cátedra de São Pedro. Hoje, concluímos este caminho de pastor e rebanho que nos trouxe até aqui. Quero, já no início desta, agradecer a todos aqueles que comigo fizeram este pontificado, todos que trabalharam, se empenharam e comigo construíram este tempo que vivemos na Igreja: Deus vos recompense. Celebrando esta missa em honra de Santa Maria Madalena, que acabamos de declarar co-padroeira de nossa Igreja, uma palavra marca profundamente a liturgia: amor. Deus é aquele pelo qual anseia nossa alma; é aquele pelo qual todo ser humano anseia mesmo que não saiba, mesmo que não reconheça. Ele é o amor que completa e satisfaz tudo aquilo que nossa humanidade sente de incompletude em seu ser. E é assim que Ele nos renova e nos faz novos pela força de sua Páscoa redentora, onde manifesta-se toda a força do seu amor. Santa Maria Madalena faz esse encontro profundo com o seu amor, com o seu Divino Mestre, Ressuscitado e seu corpo manifestou o desejo da sua alma de ir ao encontro do Senhor. Irmãos e irmãs, a Igreja nunca pode deixar este mesmo espírito de ir ao encontro do seu Mestre. Devemos lançarmo-nos e abandonarmo-nos neste ímpeto tão vital para a Igreja que é o de atrair-se pelo amor de Cristo. Às vezes este tema parece-nos tão batido, mas é cada vez mais necessário. O amor de Cristo nos impele e a Igreja nunca pode esquecer-se disso. Se nós nos esquecermos deste amor, e não termos nele a nossa motivação, poderemos fazer muitas coisas aqui, mas não seremos Igreja. E que este amor de Cristo, por nós experimentado, renove todas as coisas: todas as estruturas eclesiais, todos os clérigos, todos que nos encontrarem. Voltemos ao que é essencial, ou seja, à devota celebração da Eucaristia, sobretudo aos domingos, aos momentos de encontro, de evangelização e de missão, à formação presbiteral, à amizade bonita e sincera, à comunhão, deixando para trás todo pensamento de constante crise, de negatividade e de preguiça. Este é o futuro da Igreja. Mas, não se esqueçam, meus irmãos e irmãs, meus filhos e filhas, que é o amor do Senhor Jesus e pelo Senhor Jesus que tudo fez, que tudo faz e que tudo fará. Assim seja! Amém.
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