Irmãos, de nada vale o nosso culto se este não for um culto do coração. O nosso culto se torna vazio se não está de acordo com a nossa vida. É isso que está dizendo para nós hoje o profeta Isaías. Nossa vida deve ser uma vida de acordo com aquilo que celebramos: o próprio Senhor. Não podemos promover a injustiça, a divisão, enfim, o pecado, e depois nos aproximarmos de Deus para oferecer nossa adoração. Esse é um culto exterior. A adoração, a missa, o culto, deve sair do nosso coração, brotar dele de modo natural, como fruto de um coração cheio de amor. Este amor, irmãos e irmãs, é o amor de Deus. Mas, que precisa ser procurado. E só encontra a Deus, só se encontra com seu amor, quem se perde em Deus. É por isso que é preciso amar mais a Deus do que ao pai, mãe, filhos, esposo, esposa, e até mesmo mais do que a si próprio: pois o ser humano só se encontra, só encontra aquilo que realmente é, o sentido da vida, a própria vida, quando se perde em Deus. É quando entramos no coração de Deus, que Ele também faz morada em nosso coração! E aí somos capazes de, como discípulos, introduzir os outros nesta mesma comunhão com Deus. Assim foi a vida de São Bento, que hoje celebramos: um homem que se perdeu de amores no coração de Deus e que deu-nos, em sua regra e em seu exemplo, um intinerario pára sermos todos nós benditos, bentos, abençoados pelo Senhor. Quando isso acontece, não nos contentamos com uma vida medíocre e um culto vazio, mas, fazemos de nossa própria vida uma oferenda agradável ao Senhor. Façamos agora, também, da nossa vida, um sacrifício com o pão e o vinho que iremos oferecer: preparemos os dons com o nosso ofertório.
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