Beatíssimo Pai, Bento V, que hoje celebra seu segundo aniversário de Ordenação Episcopal, junto
a mim que hoje celebro meus seis anos de Ordenação Episcopal, obrigado pela oportunidade de proferir
a homilia da missa de hoje. Saúdo o Santo Padre, os irmãos no episcopado, presbíteros, diáconos,
religiosos e religiosas, povo Santo de Deus. "Configura-se, Dom Jorge, a imagem do Cristo servo e do
Cristo Bom Pastor, e com amor conduza a Grei que lhe é confiada. A ordenação hoje não é um mero ritual,
é o nosso deposito da fé que confiamos ao senhor". Foi com essas palavras, Santo Padre e queridos
irmãos e irmãs, que na noite de 12 de novembro de dois mil e dezoito eu, então Papa João II, ordenava
nesta Sacrossanta Basílica o então Cardeal Jorge Snaif como bispo para a Igreja de Aparecida. Hoje,
os papéis se inverteram. E quem diria que levarias tão a sério, Santo Padre, o configurar-se a imagem
do Cristo servo e do Cristo Bom Pastor? Quem acharia que o senhor hoje estaria sentado nesta cátedra
petrina, conduzindo com amor a grei e velando pelo deposito da fé? Foi, claramente, um longo processo
de crescimento diário que o trouxe aqui, Santo Padre. E hoje, com muita alegria, vemos o senhor
como imagem do Bom Pastor para nós. O senhor se faz e continua a se fazer cada dia, exemplo do que é
desgastar-se pela causa do reino de Deus. O fato é que cada um de nós carrega as suas misérias.
a mim que hoje celebro meus seis anos de Ordenação Episcopal, obrigado pela oportunidade de proferir
a homilia da missa de hoje. Saúdo o Santo Padre, os irmãos no episcopado, presbíteros, diáconos,
religiosos e religiosas, povo Santo de Deus. "Configura-se, Dom Jorge, a imagem do Cristo servo e do
Cristo Bom Pastor, e com amor conduza a Grei que lhe é confiada. A ordenação hoje não é um mero ritual,
é o nosso deposito da fé que confiamos ao senhor". Foi com essas palavras, Santo Padre e queridos
irmãos e irmãs, que na noite de 12 de novembro de dois mil e dezoito eu, então Papa João II, ordenava
nesta Sacrossanta Basílica o então Cardeal Jorge Snaif como bispo para a Igreja de Aparecida. Hoje,
os papéis se inverteram. E quem diria que levarias tão a sério, Santo Padre, o configurar-se a imagem
do Cristo servo e do Cristo Bom Pastor? Quem acharia que o senhor hoje estaria sentado nesta cátedra
petrina, conduzindo com amor a grei e velando pelo deposito da fé? Foi, claramente, um longo processo
de crescimento diário que o trouxe aqui, Santo Padre. E hoje, com muita alegria, vemos o senhor
como imagem do Bom Pastor para nós. O senhor se faz e continua a se fazer cada dia, exemplo do que é
desgastar-se pela causa do reino de Deus. O fato é que cada um de nós carrega as suas misérias.
Mas essas misérias não diminuem em nós a graça de Deus, pelo contrário: fazem superabundar
a graça. Me lembro da tarde que fui eleito bispo. Eu fiquei surpreso, era padre jovem, não via em mim
os dotes necessários para o episcopado. E talvez não os tinha ainda. Mas, naquele mesmo dia, o Cardeal
Scherer junto com o Cardeal Montanna, na basílica da Imaculada Conceição, o mesmo lugar onde
no mês anterior eu celebrava minha primeira missa, me ordenaram bispo para a Igreja de Deus.
Nesse momento, ocorreu em minha natureza humana a graça de receber a plenitude do Sacramento
da Ordem, que não me fez desistir, mas, pelo contrário, evoluir. Digo a minha experiência para animar-vos,
irmãos, para dizer-vos que é pela graça de Deus que tudo acontece. Talvez não sejamos os mais
capacitados, preparados, para a missão. Mas Deus faz uma escolha e escolhe quem ele quer. E, ninguém
é capaz de compreender a escolha de Deus, mas, sabemos que se ele escolheu ele capacitará. Esse
foi o processo de Deus na minha vida, na vida do Santo Padre: é um caminho de crescimento diário
que só termina com a morte. Até o dia que nossos olhos se fecharem para este mundo continuaremos
aprendendo, continuaremos crescendo, continuaremos junto da voz do Supremo e Bom Pastor,
para que ele nos configure a si próprio, e nos faça bons pastores e servos de todos. Talvez tenha
sido providência divina que eu e o Santo Padre tenhamos sido ordenados bispos no dia deste grande
bispo da Igreja, São Josafá. Josafá foi um bispo que lutou pela unidade da Igreja a todo o custo.
Era um pastor exímio, exemplo para todos nós. Suas visitas pastorais eram momentos intensos
de adquirir o cheiro das ovelhas, como nos diz Papa Francisco atualmente. São Josafá sabia da perseguição
pelos ortodoxos e ainda sim não teve medo de realizar a sua missão com fidelidade, ser verdadeiro
Esposo de sua Igreja. O bispo Josafá, nascido ortodoxo, convertido ao catolicismo, morreu pelas
mãos daqueles cismáticos, durante uma visita pastoral. São Josafá é exemplo, Santo Padre e irmãos
e irmãs, de um homem que soube deixar que Cristo vivesse nele plenamente. Nós ouvimos no Evangelho
de hoje, Jesus dizer que o Filho do Homem deveria ser rejeitado e sofrer muito. Por isso, unamos
os nossos sofrimentos, nossas fadigas, as rejeições que sofremos, a dor do peso da cruz que carregamos,
aos sofrimentos de Cristo Jesus. São Paulo, que sofria muito, precisou de um apoio, Onésimo, servo
de Filemôn. Não tenhamos medo de precisar da ajuda de Deus. Não tenhamos medo de precisarmos
nos entregar nas mãos do Senhor Jesus. Não tenhamos medo de chorar aos pés do Senhor. E não
neguemos a ajuda dos irmãos e irmãs ao nosso redor. É assim que se constrói a Igreja: quando reconhemos
que somos limitados e nos apoiamos mutuamente. É assim que se constroem amizades: ser cristão
é ser membro de uma comunidade, de uma irmandade. SAIBAMOS NOS CONFIAR NAS MÃOS
DO SENHOR. CONFIEMOS EM SUA GRAÇA, SUA AJUDA, SUA PROXIMIDADE, SEU AMOR
PARA CONOSCO. CONFIEMOS QUE TEMOS UM DEUS QUE NÃO NOS ABANDONA, PRINCIPALMENTE
QUANDO ESTAMOS FAZENDO A SUA VONTADE. Deus não é um Deus distante, é um Deus entre
nós, Deus em nós. E assim, no dia que o relâmpago brilhar e nos encontrarmos com Ele face a face,
ele reconhecerá nossas virtudes e nossas misérias. E, ao olhar às misérias, Ele se lembrará que esteve
conosco, que estava CONFIGURADO EM NÓS, COMO SERVO E BOM PASTOR. Por fim, só podemos
nos lembrar de João 16, 33: NO MUNDO TEREIS TRIBULAÇÕES. MAS, TENDE CORAGEM:
EU VENCI O MUNDO!
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.
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