Santo Padre, hoje estamos no bonito dia em que o Senhor recebe o anel do pescador e o pálio pastoral.
O anel é o símbolo da fidelidade e da unidade. O pálio é a ovelha que o senhor traz em seus ombros.
E logo mais, receberá a coroa, a tríplice tiara. Tudo isso, Santo Padre, remonta o importante papel
exercido por vossa santidade frente a Igreja de Cristo, nosso Senhor. Sabe, Santo Padre, a sua eleição
já gerou controvérsias. Já ouvi alguns clérigos dizendo que agora sairão da Igreja. Como filho e como
amigo eu te digo: não se preocupe. Sim, não se preocupe com as saídas, não se preocupes com os atos
de reprovação, nem mesmo com os que tentarem lhe boicotar. Não se preocupe, Santo Padre, com os
inimigos da Igreja. De fato, os inimigos estão dentro da própria Igreja. E quem são os inimigos? São
os que constantemente querem dividir a Igreja de Cristo. Houve, e isso é fato, uma certa briga partidária
durante essa sé Vacante. E sabem, irmãos e irmãs, EM QUALQUER MOMENTO NÓS NOS DIVIDIMOS
EM PARTIDOS OU FAMÍLIAS QUEM PERDE É A PRÓPRIA IGREJA! É Cristo quem sofre, é a
Igreja quem sente a dor de nossa divisão! SE SOMOS CAPAZES DE CAUSAR TANTA DOR À IGREJA
É PORQUE NÃO A AMAMOS! Podemos dizer amar a Igreja, mas estamos fechados, olhando para
o nosso umbigo, preocupados conosco mesmos e com nossos interesses pessoais. Santo Padre,
podem alguns ter votado no senhor por isso, mas te peço, filialmente, não permita que seus interesses
pessoais, que os interesses de alguns, sobreponham-se ao bem da Igreja. Isso já se fez em diversos
momentos e vimos o resultado. Pelo contrário, que cada atitude de vossa santidade seja pensando
no bem de toda a Igreja de Cristo: para que ela se reúna, seja OBEDIENTE e tenha PAZ. A paz é fruto
da solidariedade e é fruto do amor. A obediência constrói a paz e só obedece quem ama. O amor
do obediente pode não ser um amor à pessoa, mas ao que ela representa. Poderão haver e haverão
os que não gostarão do Papa Bento V, mas que eles amem ao papado, a Igreja e assim, sejam obedientes
a vossa santidade. Obedientes, porém, não é aceitar tudo de boca quieta, mas é respeitar, honrar
e seguir mesmo sem concordar. Obedecer é corrigir no silêncio e rezar pelos erros, é acatar a decisão
não por aquele que deu a ordem, mas em razão daquilo que ele é. Isso é a obediência na Igreja. E apenas
pela obediência a Igreja se fará Igreja da Paz. Igreja que vive em paz, sem divisões, sem nada daquilo
que desconstrói o reino de Deus, é Igreja que edifica o Corpo de Cristo, o reino de Deus, a Jerusalém
Celeste no aqui e agora de nosso tempo e história. Santo Padre, que seu ministério seja frutífero!
Que vossas decisões sejam tomadas inspiradas pelo Espírito Santo para que todos possam obedecer,
e assim, nós como Igreja e o senhor, construiremos um caminho bonito de paz e de amor, pois é
no amor que todos saberão que somos discípulos do Mestre, e do Mestre Ressuscitado. Bento, bendito
o que vem em nome do Senhor! Seja bendito tu, Bento, e bendiga esta Igreja!
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