Veneráveis filhos, bem sabeis que estamos aqui reunidos para um momento certamente histórico para nossa Igreja: de uma só vez dedicaremos diversas importantes igrejas romana. Por isso, somos interpelados a uma reflexão sobre o significado do ato desta noite. As igrejas, os templos da cidade de Roma são sinais visíveis da unidade do mundo inteiro com o Romano Pontífice, que destas igrejas conduz na caridade toda a Igreja de Cristo. Estes templos tem uma longa história e já estiveram em diversos quartos e com os mais diversos donos em muitos momentos. Esta Basílica onde estamos, este quarto, assistiu o Concílio Vaticano VII em 2018, o Concílio de Jerusalém, em 2020, e já recebeu a Basílica do venerável Pedro. Com as necessidades que urgiram nos tempos recentes, a celebração desta noite tornou-se necessária, embora não deixe de lado o nosso afeto pelos que outrora receberam os quartos do Vaticano. Nos voltemos, veneráveis filhos, para aquilo que nos fala a Palavra de Deus nesta noite e perceberemos que embora o templo seja importante, ele não é o mais importante. Para o povo que voltava da Babilônia e viu o templo destruído e profanado, foi a Palavra de Deus, a presença de Deus que o animou. Embora a presença de Deus seja hoje para nós ainda mais visível no templo, por causa da Eucaristia, o mais importante é como está nosso coração no templo. De fato, Jesus disse à Samaritana que não mais adoraremos em Jerusalém, mas, em espírito e verdade. Adorarmos em espírito e verdade quando nos desprendemos do espaço físico e nos apegamos a presença transcendental de Deus, que está no templo, mas que vai além, num constante dinamismo. Por isso, não nos importa quais quartos são os mais ricos ou mais pobres, importa-nos entrar de coração sincero e puro, aberto ao Senhor. Mais do que ungirmos altares e paredes, unjamos nossos corações e o façamos altar e templo para a morada do Senhor. Assim seja! Amém.
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