Beatíssimo pai, Leão III,
Querido Dom Jorge Snaif Cardeal Médici, com quem hoje me rejubilo pelo nosso aniversário de ordenação episcopal,
Queridos irmãos e irmãs, que alegria tê-los conosco para celebrarmos a ação de Deus em minha vida e na de Dom Snaif.
Se somos capazes de conhecer as coisas deste mundo, se as ciências em tanto avançaram e podemos conhecer os eventos do universo, por que ainda não conhecemos profundamente a Deus? De que nos adianta conhecer todos os mistérios deste mundo, toda filosofia, toda retórica, todos saberes, se não conhecemos a Deus? Pois este não é visível aos nossos olhos, nem pode ser concebido pelo intelecto humano. A sabedoria nos permite aproximarmo-nos desse grande mistério que é Deus e vamos nos introduzindo neste grande mistério de amor. Somos impelidos a aproximar o nosso coração do coração de Deus. Dom Snaif e eu, em nosso ministério episcopal, e cada um dos irmãos aqui presentes não podemos nos esquecer que temos essa necessidade, esse anseio, de nos aproximarmos de Deus. A ordenação episcopal que recebemos, como ministério, nos invoca a um serviço que é impossível sem a proximidade com tão grande mistério de amor que nos torna sensíveis e amorosos para com Ele e para com os outros. Nos aproximando de Deus vamos nos tornando capazes de compreender os seus sinais em sua vida e em nossa história. Para mim e para Dom Snaif, é compreendermos a ação de Deus em nossa vida. Sim, nós escolhemos. Quando Jesus está falando que um será levado e outro será deixado, ele se refere ao próprio Deus que levará os eleitos para junto de si. Mas, irmãos e irmãs, cada um de nós é eleito pelo Senhor, somos escolhidos, cada qual a um ministério, a um chamado específico, a uma missão, mas, todos chamados. Sobretudo, somos chamados a união com o Senhor. Alguns, porém, não querem se unir a Deus. Estes serão os deixados. Não serão abandonados por Deus, mas, eles próprios já abandonaram a Deus. Estes são os abutres que rodeiam o cadáver. São aqueles que podem experimentar a Deus, que podem ser introduzidos no mistério de Deus, mas, preferem rodear o que é podre, ficar envoltos da sujeira, da morte e não escolher a Deus. Escolhamos, irmãos e irmãs, penetrar no amor de Deus, sermos próximos Dele. São Josafá, o Bispo que hoje celebramos, nasceu cismático e voltou à Comunhão da Igreja. Dom Snaif, continuemos eu e o senhor a sermos instrumentos para a unidade para a Igreja. Construímos ao longo desses anos um vínculo de unidade entre nós, ao qual me atrevo hoje a chamar de irmão e filho. Por isso, te peço irmão, que continuemos com os bons propósitos que temos sempre. Sou grato a Deus pelo teu ministério. Sejamos nós dois, e sejamos cada um dos irmãos aqui presentes, o Santo Padre, construtores da unidade da Igreja. O mistério de Deus é mistério da unidade e da comunhão no amor. Irmãos e irmãs, arrisquemos viver por amor.
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