Amados irmãos e irmãs, estamos celebrando a Solenidade de São João Paulo II, padroeiro de nossa Basílica. São João Paulo II é uma figura até os nossos tempos controversa. Por um lado, alguns o veem como alguém que revolucionou as estruturas eclesiais. Outros, porém, veem nele alguém que freiou as reformas do Concílio Vaticano II, um conservador. De fato, o próprio Santo Padre, se por um lado criticava duramente o sistema comunista, por outro, apontava as limitações do liberalismo econômico e social, mostrando, assim, que não está de nenhum lado. Sua crítica a Teologia da Libertação, tantas vezes tão destacadas por grupos extremistas, foi uma crítica a uma ala da Teologia da Libertação e não a toda ela. A verdade é que São João Paulo II foi um homem que soube dialogar. Não encontrou extremismos em sua vida, mas, encontrou o amor de Jesus Cristo, que o fez entender tudo, que o levou a abrir o coração, com coragem, de modo destemido. João Paulo II fez em sua vida a experiência de Pedro no Evangelho de hoje, a de manifestar o seu amor por Jesus Cristo. O manifestou pela vida, pelo cuidado com a Igreja. Manifestou como o peregrino que levou a esperança de Deus a tantos recantos do mundo. São João Paulo II, como artista nato que era, sabia tocar as pessoas, sabia ser próximo, sabia ouvir. Muitos dos ideais que hoje temos dentro da Igreja, já podemos vislumbrar em São João Paulo II. Um homem de seu tempo, que soube conduzir a Igreja a um novo tempo com este terceiro milênio. Que saibamos olhar para o seu testemunho com carinho e, percebendo os sinais dos tempos em sua vida e ações, abramo-nos a àquele pelo qual todo ser humano anseia e aspira, àquele que anunciamos, Jesus Cristo, o único Redentor do homem. Assim seja! Amém.
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