Beatíssimo pai, papa Paulo, caríssimos irmãos e irmãs em Cristo, estamos celebrando esta liturgia segundo o uso anglicano. Este rito, que a Igreja anglicana guardou e desenvolveu por muito tempo, traz muitas características das liturgias mais antigas da Igreja, dos tempos onde cada diocese tinha seu missal. De fato, o rito na Igreja só foi unificado na maior parte das dioceses com o Concílio Tridentino, respeitando apenas aqueles ritos que já tinham mais de duzentos anos de existência. Mas, por uma infelicidade do destino, nossos irmãos anglicanos, a Igreja da Inglaterra, já tinha se separado por causa dos interesses de Henrique VIII. Ainda assim, muitos de nossos irmãos mesmo separados, manteram íntegra a fé apostólica, a tradição da Igreja e vieram persistindo numa fé íntegra. Eles guardaram a verdadeira Aliança na ortodoxia da fé. Por isso, chegando o pontificado de Bento XVI, foram acolhidos muitos anglicanos de volta ao seio da Igreja Romana, e manteram-se celebrando este formidável rito, com todas as suas comunidades. Isto, irmãos, manifesta para nós o grande objetivo da comunhão. Mesmo celebrando ritos diferentes, mantemos uma mesma comunhão no mesmo Corpo e mesmo Sangue do Senhor, que todos nós cremos.
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